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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

FRANÇOIS CLOUET - BIOGRAFIA

Pintor francês nascido em Tours, retratista da corte que desenvolveu um estilo altamente polido e sensual na arte do retrato e destacou-se com os retratos alegóricos. Filho de outro famoso pintor francês, o também retratista-chefe da corte Jean Clouet (1485-1541), tornou-se um dos representantes do maneirismo, o naturalismo levado ao máximo de detalhes e efeitos, da Escola de Fontainebleau.
                      
                                                  Banho de Diana 1559/60
Após a morte do pai, sucedeu-o como retratista-chefe da corte (1541) e, embora tenha deixado um trabalho melhor documentado que o do seu pai, parte da autoria da obra familiar é dúbia na autoria, pois ambos usaram durante a carreira o mesmo apelido: Janet. Por exemplo, um dos melhores trabalhos atribuído a ele, o célebre retrato do rei francêsFrancis I, Portrait de François 1er do Département des Peintures, Musée de Louvre, mostrando o rei vestido com um luxuoso doublet dourado, também foi creditado ao seu pai Jean. Essencialmente um retratista, seus trabalhos devidamente assinados mostraram mais traços italianos que quaisquer uma das pinturas de seu pai.
                                   
  Retrato de uma senhora, em um vestido preto
Morreu em Paris e suas telas hoje mais famosas e conhecidas são o retrato de Pierre Quthe (1562) e o misterioso e cativante trabalho alegórico A madame em seu banho (1570) também conhecido como Diane, por ser identificado tradicionalmente como representando Diane de Poitiers, embora muitos pesquisadores encontrem semelhança com Marie Touchet, esposa de Charles IX. 
                                   
Retratos de mulher atribuído ao artista francês François Clouet 1510-1572
Principalmente os encontrados no Musée Condé, em Chantilly. Outras telas valorizadas são François I, rei da França (1540), Charles IX da França (1561) e Elisabeth da Áustria, Rainha da França (1571).
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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

EDOARDO DE MARTINO - BIOGRAFIA

Edoardo de Martino (Meta, Itália 1838 - Londres, Inglaterra 1912). Pintor, professor. Estuda, na década de 1840, na Escola Naval de Nápoles, Itália. Na mesma cidade, mantém contato com Giacinto Gigante (1806 - 1876), pintor ligado à Escola de Posillipo. De Martino atua como oficial da Marinha de guerra italiana de 1849 a 1855, e depois radica-se em Montevidéu. 

                   Fragata Encouraçada Independência

                          Fragata Encouraçada Independência


Vem para o Brasil em 1868, fixa-se no Rio de Janeiro. Viaja para Porto Alegre para divulgar seus trabalhos e ministrar aulas de pintura para Telles Júnior (1851 - 1914). Como pintor oficial encarregado por dom Pedro II (1825 - 1891), registra em desenhos os acontecimentos da Guerra do Paraguai (1864-1870). 
                   Marinha Botafogo

                                 Marinha Botafogo


Apresenta na 21ª Exposição Geral de Belas Artes, em 1870, as composições Uma Noite ao Luar no Cabo de Horn, s.d., e Passagem de Humaitá por uma Divisão da Esquadra Brasileira na Noite de 19 de Fevereiro de 1868, s.d., e recebe medalha de ouro. 

               O Minas Gerais

                                                        O Minas Gerais


É eleito, em 1871, membro correspondente da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba. Em 1875, muda-se para Londres. Em 1895, é nomeado pintor de marinhas da corte inglesa. Realiza, em toda sua trajetória, quantidade considerável de paisagensmarinhas e pinturas de combates navais.

               Navios Salvando na Guanabara

                                           Navios Salvando na Guanabara

Durante a Guerra do Paraguai, De Martino acompanha os almirantes Barroso e Tamandaré, e registra em desenhos o evento. Depois, realiza uma série de telas sobre as batalhas fluviais, como Bombardeio de Curuzu, s.d., Aprisionamento da Corveta Bertioga, s.d., Passagem do Humaitá, s.d., Combate Fluvial do Riachuelo, s.d., entre outras. Para a historiadora da arte Ana Maria Belluzzo, a pintura de De Martino destaca-se pelos jogos plásticos obtidos por meio de efeitos de luminosidade, e revela a sua preferência por cenas noturnas, que permitem uma maior indefinição das figuras.
O crítico de arte Gonzaga Duque (1863 - 1911) aponta a acuidade do artista na realização das composições, ressaltando que são feitas com paciência, com saber, com escrúpulo. Destaca especialmente um quadro seu, de pequeno formato, em que está representado o navio Independência, no qual "não falta um escaler, uma corda ao aparelho de velame, uma corrente ao cano das fornalhas. É de um desenho minuciosíssimo".1
De Martino é visto pelos estudiosos como um documentarista. Procura dar um caráter de veracidade histórica às suas obras ao compô-las com base em fotografias de personalidades eminentes na batalha e, também, de tipos físicos de índios guaranis e de negros e mulatos do Rio de Janeiro.
Notas
 DUQUE-ESTRADA, Luis Gonzaga. A arte brasileira. Campinas: Mercado de Letras, 1995. (Coleção Arte: Ensaios e Documentos). p.138.

Exposições

  • Exposição Geral de Belas Artes (21. : 1870 : Rio de Janeiro, RJ)

    início: 6/3/1870
    Academia Imperial de Belas Artes (Aiba)
    Participante
    Coletiva
  • Exposição Geral de Belas Artes (22. : 1872 : Rio de Janeiro, RJ)

    início: 15/6/1872 - término: 7/7/1872
    Academia Imperial de Belas Artes (Aiba)
    Participante
    Coletiva
  • Exposição Geral de Belas Artes (23. : 1875 : Rio de Janeiro, RJ)

    início: 13/3/1875
    Academia Imperial de Belas Artes (Aiba)
    Participante
    Coletiva
  • Exposição Geral de Belas Artes (25. : 1879 : Rio de Janeiro, RJ)

    início: 15/3/1879 - término: 18/5/1879
    Academia Imperial de Belas Artes (Aiba)
    Participante
    Coletiva
  • Pintores Italianos no Brasil (1982 : São Paulo, SP)

    início: 1982
    Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP)
    Participante
    Coletiva
  • 150 Anos de Pintura de Marinha na História da Arte Brasileira (1982 : Rio de Janeiro, RJ)

    início: 1982
    Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)
    Participante
    Coletiva
  • Fontes de Pesquisa

    FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 677 p., il., p&b.
    150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. 490 p., il. color.
    ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil - I. 2.ed. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942.
    ARTE no Brasil. Introdução Pietro Maria Bardi, Oscar Niemeyer. São Paulo: Abril Cultural, 1982.
    CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Prefácio Carlos Roberto Maciel Levy. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p., il. p&b. color.
    PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Apresentação Antonio Houaiss; Texto Mário Barata, Lourival Gomes Machado, Carlos Cavalcanti et al. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969. 559 p., il. p&b., color.
    RUBENS, Carlos. Pequena história das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Nacional, 1941.
    TORAL, André. Imagens em desordem: iconografia da Guerra do Paraguai (1864-1870). Coordenação editorial Maria Helena G. Rodrigues. São Paulo: Humanitas : USP. FFLCH, 2001.
    DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti. Brasília: INL, 1973-1980. v.2, il., (Dicionários especializados, 5).
    DUQUE, Gonzaga. A Arte brasileira. Introdução Tadeu Chiarelli. Campinas: Mercado de Letras, 1995. 270 p. (Arte: ensaios e documentos).
    DUQUE, Gonzaga. Graves e Frívolos: por assumptos de arte. Lisboa: Clássica, 1910. 164 p.
    EDUARDO de Martino, pintor e marinheiro. Texto de Ana Maria de Moraes Belluzzo; pesquisa Ana Cecília de Arruda Campos. São Paulo: Pancron Indústria Gráfica, 1988.
    TRADIÇÃO e ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras. São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1984. 308 p., il. p&b color. 
    BOGHICI, Jean (org.). Missão Artística Francesa e pintores viajantes: França-Brasil no século XIX. Apresentação Michel Oyharcabal. Rio de Janeiro: Instituto Cultural Brasil-França, 1990. 142 p., il. p&b., color.
    150 anos de pintura no Brasil: 1820-1970. Rio de Janeiro: Colorama, 1989. 490 p., il. color.
    ACQUARONE, Francisco; VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: [s.n.], 1942. [315] p., 77 pranchas color. 2v.
    ARTE no Brasil. Apresentação de Pietro Maria Bardi e Pedro Manuel. São Paulo: Abril Cultural, 1979.
    BRAGA, Theodoro. Artistas pintores no Brasil. São Paulo: São Paulo Editora, 1942.
    CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Prefácio Carlos Roberto Maciel Levy. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983. 292 p., il. p&b. color.
    DICIONÁRIO brasileiro de artistas plásticos. Organização Carlos Cavalcanti e Walmir Ayala. Brasília: INL, 1973-1980. 4v., il., (Dicionários especializados, 5).
    DUQUE-ESTRADA, Luis Gonzaga. A arte brasileira. Campinas: Mercado de Letras, 1995. (Coleção Arte: Ensaios e Documentos).
    DUQUE, Gonzaga. Graves e Frívolos: por assumptos de arte. Lisboa: Clássica, 1910. 164 p.
    FREIRE, Laudelino. Um século de pintura: apontamentos para a história da pintura no Brasil de 1816-1916. Rio de Janeiro: Fontana, 1983. 677 p., il., p&b.
    OS PINTORES Viajantes - Acervo do Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro: Museu Nacional de Belas Artes, 1994. 
    PRIMORES da pintura no Brasil. Francisco Acquarone; A. de Queiroz Vieira. 2. ed. Rio de Janeiro, s. ed. , 1942.
    TORAL, André. Imagens em desordem: iconografia da Guerra do Paraguai (1864-1870). Coordenação editorial Maria Helena G. Rodrigues. São Paulo: Humanitas : USP. FFLCH, 2001. 218 p., il. p&b color.
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